Era tão mais fácil quando eu tinha coragem, dava vontade e pronto: eu tentava.
Era tão mais fácil quando haviam lágrimas, elas rolavam e pronto: aliviava.
Ter esperança tem me matado por dentro, tem me feito acreditar em algo que não vem, que não acontece.
Tem me feito esperar por algo. Algo de bom, algo que mude.
Enquanto isso só há dor.
Dor que eu camuflo com risadas, com mangas compridas, com sorrisos. Com tudo que na verdade é apenas uma máscara. Com tudo que na verdade eu não sou.
Finjo melhorar, finjo me estabilizar. Mas não engano ninguém a não ser eu mesma, e aí a queda é grande.
Então eu simplesmente desisti, quem sabe assim quando eu sorrir de novo vai ser de verdade, e não sintético.
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