Estou mudando contra minha vontade. Sinto sede de mudança em todos os sentidos.
Só que eu não pretendia mudar. Não estava nos meus planos. Pensei que finalmente eu havia me encontrado dentro de alguma coisa, mas agora percebo o quão fora eu estou disso.
Tô cansada da vida de só estudar, quero largar disso e trabalhar.
Tô cansada de olhar a mesma cara pálida do espelho, os mesmos cabelos curtos e pretos.
Tô cansada das pessoas que me cercam, quero novos rostos, novos ares.
Tô cansada de mãe, de pai, de família. Só sinto falta daqueles que se ausentam.
Acho que devo ter caído numa rotina tão profunda que quero quebrar isso tudo de uma vez. É inconsciente. E o que o meu subconsciente quer.
E provavelmente deve ser o que eu quero, mas tá difícil admitir, porque tenho medo de mudanças.
terça-feira, 2 de outubro de 2012
sábado, 18 de agosto de 2012
Dor de mais uma noite.
Fica cada vez mais difícil lidar com realidade, encarar meus sentimentos, viver com meus pensamentos.
Cada vez é mais fácil me dopar, aumentar a dose. Comprimidos azuis que me dão o esquecimento temporário.
É tão doentio, é infeliz. Por quê eu ainda vivo desse jeito?
Viver a realidade é tão triste, é tão solitário.
É nessas horas que eu precisava de companhia, que eu precisava de um abraço. Mas as pessoas não costumam saber da minha dor, eu sempre estou camuflando ela com sorrisos e risadas.
Por quê é tão mais fácil escrever sobre, pra pessoas que, muitas vezes, eu posso nem conhecer? Seria isso mais medo de encarar a realidade?
Acho que tudo isso é resultado de mais um abandono de tratamento. Tratamentos não me melhoram, eles só me dão a oportunidade de ter cada vez mais e mais remédios perigosos na minha mão.
Parece mais que estão me tentando, que me provocam.
"Vai lá, faz o que tanto te dá vontade. Você é fraca mesmo, você não consegue. Lidar com a morte é muito mais fácil do que encarar a vida"
Eu canso de chorar, de sofrer, de me dopar. Mas nada resolve.
Nada resolve. Não existe solução.
Existe apenas ser cobaia. Ser sofrimento.
É essa necessidade de atenção constante? É o fato de aguentar tudo sozinha?
O nome disso é fraqueza. Isso sim é doença. E pra isso sim, definitivamente, não deve existir tratamento.
Como é que eu posso aguentar uma vida inteira desse jeito? Eu tenho medo do acontece. Eu tenho medo da vida.
É tão mais fácil para pessoas normais encararem a vida e temerem a morte. Por quê pra mim é diferente? Por quê eu tive que ser diferente?
Isso dói, isso machuca mais do que os cortes que eu faço na minha pele.
Estou exausta, estou dopada e vou continuar me dopando. Continuar tomando cada drágea até ver o fim da cartela, até que me apague e eu possa encarar o dia de amanhã como um dia mais feliz. Como uma segunda chance pra mais uma besteira que eu faço.
Ou quem sabe eu não acorde, mas pelo cansaço. Pelas tantas tentativas fracassadas. Quem sabe a minha vida se canse de mim e acabe tornando as coisas mais fáceis, para ambos.
Cada vez é mais fácil me dopar, aumentar a dose. Comprimidos azuis que me dão o esquecimento temporário.
É tão doentio, é infeliz. Por quê eu ainda vivo desse jeito?
Viver a realidade é tão triste, é tão solitário.
É nessas horas que eu precisava de companhia, que eu precisava de um abraço. Mas as pessoas não costumam saber da minha dor, eu sempre estou camuflando ela com sorrisos e risadas.
Por quê é tão mais fácil escrever sobre, pra pessoas que, muitas vezes, eu posso nem conhecer? Seria isso mais medo de encarar a realidade?
Acho que tudo isso é resultado de mais um abandono de tratamento. Tratamentos não me melhoram, eles só me dão a oportunidade de ter cada vez mais e mais remédios perigosos na minha mão.
Parece mais que estão me tentando, que me provocam.
"Vai lá, faz o que tanto te dá vontade. Você é fraca mesmo, você não consegue. Lidar com a morte é muito mais fácil do que encarar a vida"
Eu canso de chorar, de sofrer, de me dopar. Mas nada resolve.
Nada resolve. Não existe solução.
Existe apenas ser cobaia. Ser sofrimento.
É essa necessidade de atenção constante? É o fato de aguentar tudo sozinha?
O nome disso é fraqueza. Isso sim é doença. E pra isso sim, definitivamente, não deve existir tratamento.
Como é que eu posso aguentar uma vida inteira desse jeito? Eu tenho medo do acontece. Eu tenho medo da vida.
É tão mais fácil para pessoas normais encararem a vida e temerem a morte. Por quê pra mim é diferente? Por quê eu tive que ser diferente?
Isso dói, isso machuca mais do que os cortes que eu faço na minha pele.
Estou exausta, estou dopada e vou continuar me dopando. Continuar tomando cada drágea até ver o fim da cartela, até que me apague e eu possa encarar o dia de amanhã como um dia mais feliz. Como uma segunda chance pra mais uma besteira que eu faço.
Ou quem sabe eu não acorde, mas pelo cansaço. Pelas tantas tentativas fracassadas. Quem sabe a minha vida se canse de mim e acabe tornando as coisas mais fáceis, para ambos.
quinta-feira, 9 de agosto de 2012
Ressaca.
E mais uma vez eu tenho que passar por isso.
Passar por essas oscilações que mal me dão espaço pra respirar. Um humor instável e traiçoeiro.
Em um dia eu posso estar feliz, dar bom dia pro cobrador, sorrir sem razão... E no seguinte vem a ressaca.
Como é possível existir ressaca de felicidade? Não há nada mais injusto.
Não há nada mais perturbador.
Cansada de ter que viver dessa forma, regulando o que sinto, não dando espaço pra pensamentos inconvenientes. É triste, é solitário.
É solitário porque ninguém pode entender como você se sente, ninguém pode melhorar seu humor, não há nada que os outros façam que irá te fazer melhor. Só depende de você. Mas é mais triste que isso, porque na realidade depende do seu subconsciente... e ele faz o que bem entender.
Passar por essas oscilações que mal me dão espaço pra respirar. Um humor instável e traiçoeiro.
Em um dia eu posso estar feliz, dar bom dia pro cobrador, sorrir sem razão... E no seguinte vem a ressaca.
Como é possível existir ressaca de felicidade? Não há nada mais injusto.
Não há nada mais perturbador.
Cansada de ter que viver dessa forma, regulando o que sinto, não dando espaço pra pensamentos inconvenientes. É triste, é solitário.
É solitário porque ninguém pode entender como você se sente, ninguém pode melhorar seu humor, não há nada que os outros façam que irá te fazer melhor. Só depende de você. Mas é mais triste que isso, porque na realidade depende do seu subconsciente... e ele faz o que bem entender.
quinta-feira, 26 de julho de 2012
Minha loucura é relativa?
Sempre gostei de dizer para mim mesma que loucura é relativa. Mas até que ponto ela pode ser relativa mesmo? Ou então é apenas uma forma de eu não me culpar pela minha própria loucura?
Talvez tenha se tornado apenas isso. Talvez minha loucura seja tão agressiva que eu tenho fugir dela com desculpas esfarrapadas. Desculpas que agora, não me enganam mais.
Afinal de contas, quem mais imagina situações e sofre loucamente por elas? Quem confunde sonho com realidade? Quem se mutila pra descontar dor?
Deve haver quem faça, mas com certeza não são pessoas que dizem que loucura e relativa, e sim que são relativamente loucas.
Cansei de buscar dor aonde não tem, simplesmente pra estar na minha zona de conforto: o sofrimento.
Mas e aí vem a questão: estou cansada e farei o que com isso? Mudar eu não consigo. Me tratar, muito menos. Quem sabe eu vá tomar alguns comprimidos de tarja preta com uns poucos (vulgo muitos) goles de vodka.E aí entra minha loucura de novo.
Insanidade em grau mais complexo. Insanidade em grau F39 no cid10. Insanidade que ninguém consegue definir, que ninguém consegue tratar.
E que a louca em questão não aceita e não sabe lidar.
Talvez tenha se tornado apenas isso. Talvez minha loucura seja tão agressiva que eu tenho fugir dela com desculpas esfarrapadas. Desculpas que agora, não me enganam mais.
Afinal de contas, quem mais imagina situações e sofre loucamente por elas? Quem confunde sonho com realidade? Quem se mutila pra descontar dor?
Deve haver quem faça, mas com certeza não são pessoas que dizem que loucura e relativa, e sim que são relativamente loucas.
Cansei de buscar dor aonde não tem, simplesmente pra estar na minha zona de conforto: o sofrimento.
Mas e aí vem a questão: estou cansada e farei o que com isso? Mudar eu não consigo. Me tratar, muito menos. Quem sabe eu vá tomar alguns comprimidos de tarja preta com uns poucos (vulgo muitos) goles de vodka.E aí entra minha loucura de novo.
Insanidade em grau mais complexo. Insanidade em grau F39 no cid10. Insanidade que ninguém consegue definir, que ninguém consegue tratar.
E que a louca em questão não aceita e não sabe lidar.
segunda-feira, 2 de julho de 2012
Venha comigo
Quem dera se eu pudesse escalar montanhas para poder apanhar sóis.
Quem dera se a lua me banhasse com sua luz, ou então que banhasse a nós.
Queria seguir pra sempre de mãos dadas, de mãos entrelaçadas.
Queria sorrir pra sempre, esboçando minha alegria e a nossa nostalgia.
Vamos andando, esperando o que mundo tem pra gente.
Vamos cantando, imaginando o que irá acontecer nessa tarde quente.
Me abraça forte e deixa que eu me perca no emaranhado dos seus cachos.
Suspira em meu ouvido e me traga as lembranças da noite passada.
Deixa eu sentir seu sangue pulsando, seu coração batendo forte contra meu peito. Deixa eu seguir contigo e me aceita com todos os meus defeitos.
Quem dera se a lua me banhasse com sua luz, ou então que banhasse a nós.
Queria seguir pra sempre de mãos dadas, de mãos entrelaçadas.
Queria sorrir pra sempre, esboçando minha alegria e a nossa nostalgia.
Vamos andando, esperando o que mundo tem pra gente.
Vamos cantando, imaginando o que irá acontecer nessa tarde quente.
Me abraça forte e deixa que eu me perca no emaranhado dos seus cachos.
Suspira em meu ouvido e me traga as lembranças da noite passada.
Deixa eu sentir seu sangue pulsando, seu coração batendo forte contra meu peito. Deixa eu seguir contigo e me aceita com todos os meus defeitos.
quarta-feira, 27 de junho de 2012
Sentimentos sintéticos
Era tão mais fácil quando eu tinha coragem, dava vontade e pronto: eu tentava.
Era tão mais fácil quando haviam lágrimas, elas rolavam e pronto: aliviava.
Ter esperança tem me matado por dentro, tem me feito acreditar em algo que não vem, que não acontece.
Tem me feito esperar por algo. Algo de bom, algo que mude.
Enquanto isso só há dor.
Dor que eu camuflo com risadas, com mangas compridas, com sorrisos. Com tudo que na verdade é apenas uma máscara. Com tudo que na verdade eu não sou.
Finjo melhorar, finjo me estabilizar. Mas não engano ninguém a não ser eu mesma, e aí a queda é grande.
Então eu simplesmente desisti, quem sabe assim quando eu sorrir de novo vai ser de verdade, e não sintético.
Era tão mais fácil quando haviam lágrimas, elas rolavam e pronto: aliviava.
Ter esperança tem me matado por dentro, tem me feito acreditar em algo que não vem, que não acontece.
Tem me feito esperar por algo. Algo de bom, algo que mude.
Enquanto isso só há dor.
Dor que eu camuflo com risadas, com mangas compridas, com sorrisos. Com tudo que na verdade é apenas uma máscara. Com tudo que na verdade eu não sou.
Finjo melhorar, finjo me estabilizar. Mas não engano ninguém a não ser eu mesma, e aí a queda é grande.
Então eu simplesmente desisti, quem sabe assim quando eu sorrir de novo vai ser de verdade, e não sintético.
terça-feira, 26 de junho de 2012
Perdendo-se no meu nada
Eu daria tudo pra me perder no nada. Na inconsistência dos meus pensamentos poder vagar sem rumo e sem destino, apenas querendo me abster dos meus vícios.
De nada me adianta tudo o que tenho, se o que me falta é justamente aquilo que preciso.
Nas memórias de um passado tão distante eu tento me perder, pra fugir da realidade que não me agrada.
Realidade nunca me agradou.
Sonho acordada na esperança de vivê-lo, pois antes viver um sonho do que um pesadelo.
De nada me adianta tudo o que tenho, se o que me falta é justamente aquilo que preciso.
Nas memórias de um passado tão distante eu tento me perder, pra fugir da realidade que não me agrada.
Realidade nunca me agradou.
Sonho acordada na esperança de vivê-lo, pois antes viver um sonho do que um pesadelo.
Amedronta meu medo
É pura disritmia esse embalo que embala meu coração. É falta de coragem, é falta de atenção.
Desencadeia novos medos, medos que habitam minha madrugada fria.
Ria. Pode rir, meu medo é só meu.
Ou então deita. Deita aqui do meu lado, me acolhe no seu aconchega do seu chamego.
Desencadeia novos medos, medos que habitam minha madrugada fria.
Ria. Pode rir, meu medo é só meu.
Ou então deita. Deita aqui do meu lado, me acolhe no seu aconchega do seu chamego.
Dor e devaneios
Que tormenta é essa que atormenta minha alma?
Devaneios insanos que consomem com o tempo que eu não tenho, com o tempo que eu desperdiço com isso. Devaneios que me perturbam no decorrer dessa madrugada gelada, dessa madrugada escura que eu passarei em claro mais uma vez.
Dói no peito, dor que não sei da onde vem, apenas dói e dilacera. Remete a insanidade de dias que eu pensei ter deixado pra trás. Relembra de dores que eu queria ter esquecido.
Quando é que eu encontrarei finalmente minha paz interna? Quando a esperança vai deixar de existir pra poder ser concreta?
Sempre acreditando que amanhã será um novo dia, que amanhecerá melhor do que anoiteceu.
Devaneios insanos que consomem com o tempo que eu não tenho, com o tempo que eu desperdiço com isso. Devaneios que me perturbam no decorrer dessa madrugada gelada, dessa madrugada escura que eu passarei em claro mais uma vez.
Dói no peito, dor que não sei da onde vem, apenas dói e dilacera. Remete a insanidade de dias que eu pensei ter deixado pra trás. Relembra de dores que eu queria ter esquecido.
Quando é que eu encontrarei finalmente minha paz interna? Quando a esperança vai deixar de existir pra poder ser concreta?
Sempre acreditando que amanhã será um novo dia, que amanhecerá melhor do que anoiteceu.
Desmemórias
Minha memória é fraca. Ou é memória seletiva, não sei. Apesar de que sua seletividade é extremamente incoerente.
Lembro de coisas que preferia esquecer, esqueço de coisas que gostaria de lembrar. Acho que é por isso que escrevo.
Escrevendo parece que as coisas se fixam, sem contar que elas ficas salvas ou guardadas em algum lugar pra quando eu precisar de um poco de nostalgia.
Aliás, nostalgia é um sentimento raro pra mim. Meu passado vive se perdendo no tempo, fazendo meu presente parecer tão intenso. Acho que é por isso que vivo tão intensamente, aproveitando cada dia como se fosse ser o último.
Será que não é por isso que minhas memórias se perdem? Vai ver que é. Todo dia é tão cheio, seja de ações ou emoções, que meu HD deve estar lotado. Mas e aí, como é que eu faço pra excluir o que não presta pra ter espaço pro que é verdadeiramente importante? Acho que ainda não tem resposta. Se alguém souber, me avise, eu seria eternamente grata.
Imagina que sensacional se existisse uma lavagem cerebral seletiva. Mas uma seletividade que preste, não igual a da minha memória. Uma lavagem que me permitisse arquivar o que aconteceu, ou então excluir.
Ou não né, isso faria de mim um real computador, e é bom ter seus defeitos e ser imperfeito.
segunda-feira, 25 de junho de 2012
Enjoos, impulsividade e ... sobre o que era tudo isso mesmo?
Por que é tão fácil enjoar das coisas? E não se enjoa só das coisas... se enjoa de pessoas. E na verdade é sobre isso que eu quero desabafar.
Porque comigo acontece o seguinte: cansei de achar que aquela pessoa era especial, que seria uma amizade ou amor pra toda a eternidade, e de repente, simplesmente acaba, se transforma em poeira que vai ser varrida pra fora da minha vida.
Queria saber se isso acontece só comigo, porque é realmente inconveniente. Não sei se é natural esse encanto do primeiro momento se acabar, ou então se o problema é minha impulsividade que quer sentir tudo ao máximo e depois simplesmente esgota. Só sei que é incomodo, irrita, me deixa puta.
Aliás, o problema de tudo deve ser a impulsividade. Ô defeitinho desgraçado. Faz você falar, sentir, fazer, pensar em tudo que não devia, e pior, você concretiza e tem que aceitar as consequências calado, porque a culpa foi do seu defeito cretino.
Deve ser um dom pensar antes de fazer, medir antes de falar. Quem dera ser assim. Se você que está lendo consegue fazer isso, parabéns, eu te admiro.
A minha impulsividade já me colocou em situação de risco, embaraço, vergonha, e principalmente fazendo com que pessoas me odiassem. Porque é o seguinte, impulsividade normalmente anda de mãos dadas com a sinceridade. Sinceridade devia ser uma qualidade, aliás, deve ter sido há algum tempo atrás quando o mundo não transbordava falsidade. Hoje a minha sinceridade serve apenas pra que eu tome no cu. Isso mesmo, ninguém mais curte isso. As pessoas não querem mais ouvir a verdade. Se você quer ser legal, diga o que os outros querem ouvir, não o que você pensa de verdade. Seja legal pra todo mundo, seja a pessoa que sorri pra todos, e viva no seu mundo superficialmente tosco e agrade.
Vendo por esse lado percebo o quanto eu sou aquilo que desagrada. Mas afinal, qual é a graça de agradar a todos e ser igual?
Quer saber? Sou diferente mesmo, tenho mil defeitos e não ligo. Posso me incomodar, mas mudar isso pra ser igual: eu dispenso.
Enfim, não cheguei a lugar nenhum com tudo isso, mas acho que é exatamente isso que me define. Não tenho uma constante, meus pensamentos vão saltando do nada pro concreto, e do concreto pro nada. Há quem goste, e quem gosta são os mesmos dos quais eu gosto. Então no fundo, é o que importa.
Metamorfose Ambulante
E quando nada mais faz sentido? Quando toda sua linha de vida simplesmente cai e você tem de começar tudo do zero?
É um desafio. E acontece o tempo todo comigo. Cada semestre é uma vida nova, onde tudo começa do nada e acaba em nada - de vez em quando acaba em traumas.
Seria interessante, e… bem, na verdade é.
Não existe rotina, você não consegue enjoar dos hábitos e das pessoas, porque tudo muda o tempo todo.
Mas há uma coisa que enjoa, e é exatamente essas mudanças constantes e radicais. Enjoa a falta de estabilidade e de uma sequência lógica.
Talvez se eu tivesse uma vida estável, sempre com os mesmos hábitos e as mesmas pessoas, eu enjoaria disso também.
Afinal, existe uma única constante: o descontentamento com o rumo da vida.
Por que somos assim? Porque pelo menos a maioria é. E isso é uma afirmação.
Por que se torna tão difícil de se contentar com o que se tem, com o que você é?
Fazendo uma analogia a Raul, onde ele diz “Eu prefiro ser essa metamorfose ambulante, do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo”: é realmente muito legal na teoria. Na teoria.
Ser uma metamorfose ambulante se torna cansativo e desgastante. Não que ter uma velha opinião formada sobre tudo seja bom. Os dois extremos são desagradáveis quando se é levado à risca durante toda a vida.
Na verdade o ideal mesmo é uma certa estabilidade com evolução dos pensamentos e ações. Ser sempre a mesma pessoa, mas estar sempre agregando coisas novas.
Pode soar chato para alguns, mas para alguém que em menos de 4 anos passa por: super nerd, leitora compulsiva, pessoa triste e apática, alcoólatra, pessoa responsável, amante da música, romântica, para uma vida de bar em bar, depois maníaca depressiva, ativista e até que enfim alguém quase normal e consideravelmente estável… você percebe que não é nada chato.
É bom encontrar o equilíbrio, pegar um pouco de tudo que é a sua identidade com moderação e sabedoria (menos a parte do maníaca depressiva, obrigada) e ir agregando coisas que façam você crescer.
Honestamente, cansei de ser uma metamorfose ambulante, mas também não vou manter minha velha opinião formada sobre tudo.
Equilíbrio, estabilidade e a sua identidade: são as palavras chave.
É um desafio. E acontece o tempo todo comigo. Cada semestre é uma vida nova, onde tudo começa do nada e acaba em nada - de vez em quando acaba em traumas.
Seria interessante, e… bem, na verdade é.
Não existe rotina, você não consegue enjoar dos hábitos e das pessoas, porque tudo muda o tempo todo.
Mas há uma coisa que enjoa, e é exatamente essas mudanças constantes e radicais. Enjoa a falta de estabilidade e de uma sequência lógica.
Talvez se eu tivesse uma vida estável, sempre com os mesmos hábitos e as mesmas pessoas, eu enjoaria disso também.
Afinal, existe uma única constante: o descontentamento com o rumo da vida.
Por que somos assim? Porque pelo menos a maioria é. E isso é uma afirmação.
Por que se torna tão difícil de se contentar com o que se tem, com o que você é?
Fazendo uma analogia a Raul, onde ele diz “Eu prefiro ser essa metamorfose ambulante, do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo”: é realmente muito legal na teoria. Na teoria.
Ser uma metamorfose ambulante se torna cansativo e desgastante. Não que ter uma velha opinião formada sobre tudo seja bom. Os dois extremos são desagradáveis quando se é levado à risca durante toda a vida.
Na verdade o ideal mesmo é uma certa estabilidade com evolução dos pensamentos e ações. Ser sempre a mesma pessoa, mas estar sempre agregando coisas novas.
Pode soar chato para alguns, mas para alguém que em menos de 4 anos passa por: super nerd, leitora compulsiva, pessoa triste e apática, alcoólatra, pessoa responsável, amante da música, romântica, para uma vida de bar em bar, depois maníaca depressiva, ativista e até que enfim alguém quase normal e consideravelmente estável… você percebe que não é nada chato.
É bom encontrar o equilíbrio, pegar um pouco de tudo que é a sua identidade com moderação e sabedoria (menos a parte do maníaca depressiva, obrigada) e ir agregando coisas que façam você crescer.
Honestamente, cansei de ser uma metamorfose ambulante, mas também não vou manter minha velha opinião formada sobre tudo.
Equilíbrio, estabilidade e a sua identidade: são as palavras chave.
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