E quando nada mais faz sentido? Quando toda sua linha de vida simplesmente cai e você tem de começar tudo do zero?
É um desafio. E acontece o tempo todo comigo. Cada semestre é uma vida nova, onde tudo começa do nada e acaba em nada - de vez em quando acaba em traumas.
Seria interessante, e… bem, na verdade é.
Não existe rotina, você não consegue enjoar dos hábitos e das pessoas, porque tudo muda o tempo todo.
Mas há uma coisa que enjoa, e é exatamente essas mudanças constantes e radicais. Enjoa a falta de estabilidade e de uma sequência lógica.
Talvez se eu tivesse uma vida estável, sempre com os mesmos hábitos e as mesmas pessoas, eu enjoaria disso também.
Afinal, existe uma única constante: o descontentamento com o rumo da vida.
Por que somos assim? Porque pelo menos a maioria é. E isso é uma afirmação.
Por que se torna tão difícil de se contentar com o que se tem, com o que você é?
Fazendo uma analogia a Raul, onde ele diz “Eu prefiro ser essa metamorfose ambulante, do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo”: é realmente muito legal na teoria. Na teoria.
Ser uma metamorfose ambulante se torna cansativo e desgastante. Não que ter uma velha opinião formada sobre tudo seja bom. Os dois extremos são desagradáveis quando se é levado à risca durante toda a vida.
Na verdade o ideal mesmo é uma certa estabilidade com evolução dos pensamentos e ações. Ser sempre a mesma pessoa, mas estar sempre agregando coisas novas.
Pode soar chato para alguns, mas para alguém que em menos de 4 anos passa por: super nerd, leitora compulsiva, pessoa triste e apática, alcoólatra, pessoa responsável, amante da música, romântica, para uma vida de bar em bar, depois maníaca depressiva, ativista e até que enfim alguém quase normal e consideravelmente estável… você percebe que não é nada chato.
É bom encontrar o equilíbrio, pegar um pouco de tudo que é a sua identidade com moderação e sabedoria (menos a parte do maníaca depressiva, obrigada) e ir agregando coisas que façam você crescer.
Honestamente, cansei de ser uma metamorfose ambulante, mas também não vou manter minha velha opinião formada sobre tudo.
Equilíbrio, estabilidade e a sua identidade: são as palavras chave.
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