Lembro de coisas que preferia esquecer, esqueço de coisas que gostaria de lembrar. Acho que é por isso que escrevo.
Escrevendo parece que as coisas se fixam, sem contar que elas ficas salvas ou guardadas em algum lugar pra quando eu precisar de um poco de nostalgia.
Aliás, nostalgia é um sentimento raro pra mim. Meu passado vive se perdendo no tempo, fazendo meu presente parecer tão intenso. Acho que é por isso que vivo tão intensamente, aproveitando cada dia como se fosse ser o último.
Será que não é por isso que minhas memórias se perdem? Vai ver que é. Todo dia é tão cheio, seja de ações ou emoções, que meu HD deve estar lotado. Mas e aí, como é que eu faço pra excluir o que não presta pra ter espaço pro que é verdadeiramente importante? Acho que ainda não tem resposta. Se alguém souber, me avise, eu seria eternamente grata.
Imagina que sensacional se existisse uma lavagem cerebral seletiva. Mas uma seletividade que preste, não igual a da minha memória. Uma lavagem que me permitisse arquivar o que aconteceu, ou então excluir.
Ou não né, isso faria de mim um real computador, e é bom ter seus defeitos e ser imperfeito.
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